{"id":2054,"date":"2026-01-13T13:27:48","date_gmt":"2026-01-13T16:27:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/?p=2054"},"modified":"2026-01-13T13:59:05","modified_gmt":"2026-01-13T16:59:05","slug":"o-mercado-moveleiro-e-os-novos-caminhos-da-industria-no-brasil-e-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/o-mercado-moveleiro-e-os-novos-caminhos-da-industria-no-brasil-e-no-mundo\/","title":{"rendered":"O mercado moveleiro e os novos caminhos da ind\u00fastria no Brasil e no mundo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2054\" class=\"elementor elementor-2054\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3638e06 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"3638e06\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cc4ad17 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"cc4ad17\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;buzzblog_hidepaged&quot;:&quot;false&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3>Entrevista com <strong>Haroldo Silva<\/strong>, \u00e9 economista, advogado e presidente do Corecon (Conselho Regional de Economia do Estado de S\u00e3o Paulo-SP)<\/h3><p>\u00a0Autor do Livro:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.livro.vc\/a-ilusao-neoliberal-da-industria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Ilus\u00e3o Neoliberal da Ind\u00fastria<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b2647a8 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"b2647a8\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;buzzblog_hidepaged&quot;:&quot;false&quot;}\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"730\" src=\"https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/0f0a2ff5-aae8-4706-924d-10798ad5a531.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-2071\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/0f0a2ff5-aae8-4706-924d-10798ad5a531.jpg 689w, https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/0f0a2ff5-aae8-4706-924d-10798ad5a531-387x410.jpg 387w, https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/0f0a2ff5-aae8-4706-924d-10798ad5a531-90x95.jpg 90w, https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/0f0a2ff5-aae8-4706-924d-10798ad5a531-320x339.jpg 320w, https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/0f0a2ff5-aae8-4706-924d-10798ad5a531-560x593.jpg 560w\" sizes=\"(max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0649360 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"0649360\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4149531 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4149531\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;buzzblog_hidepaged&quot;:&quot;false&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><strong>1. Haroldo, como voc\u00ea enxerga o momento atual da ind\u00fastria moveleira brasileira?<\/strong><\/h4><p><em>O setor ainda enfrenta os reflexos do cen\u00e1rio econ\u00f4mico global ou j\u00e1 demonstra sinais consistentes de recupera\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p><p><em>O Brasil passa por um processo complexo no qual se misturam boas e m\u00e1s not\u00edcias. A m\u00e1 not\u00edcia, em especial, do ponto de vista econ\u00f4mico \u00e9 que temos a segunda maior taxa de juros reais do mundo (quando descontamos a infla\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros Selic), ao longo de 2025. Isto \u00e9, qualquer investimento precisa ter um retorno superior a 10% ao ano para ser vi\u00e1vel. No ano passado esse comparativo era da ordem de 7,4%. A diferen\u00e7a parece pequena, mas ela \u00e9 brutal nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e na atividade produtiva. O objetivo do Banco Central brasileiro, ao elevar a taxa Selic, \u00e9 o de reduzir o dinamismo da economia e, com isso, trazer a taxa de infla\u00e7\u00e3o para dentro da meta que \u00e9 3% ao ano, com um intervalo de 1,5 pp para mais ou para menos. Nesse cen\u00e1rio, todos os setores sofrem. Apenas para ilustrar, isso encarece o cr\u00e9dito, desestimula investimentos e afeta diretamente setores ligados ao financiamento, como im\u00f3veis e, consequentemente, o mobili\u00e1rio. \u00a0<\/em><\/p><p><em>Como resultado, o <a href=\"https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Haroldo_Dados-fabricacao-moveis.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">setor de fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis que cresceu 9,8% em 2024<\/a>, quando comparado com 2023, neste ano corrente ficou praticamente estagnado, com uma leve queda j\u00e1 contabilizada pelo IBGE (fonte desses dados) entre janeiro e outubro, comparado a id\u00eantico per\u00edodo anterior. De outro lado, na mesma compara\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o subiu 3,7% e cresce somente 0,2%, agora. Importante lembrar, o setor sofreu um baque muito grande em 2022, reflexo das movimenta\u00e7\u00f5es advindas da pandemia de Covid-19.<\/em><\/p><p><em>No campo do \u201crealismo esperan\u00e7oso\u201d, como diria Ariano Suassuna, a probabilidade \u00e9 que em 2026 o resultado da ind\u00fastria moveleira seja melhor. Os juros tentem a cair, ao longo de 2026, e, como efeito, a demanda por bens moveis crescer, por conta da maior demanda por financiamento imobili\u00e1rio. Imposs\u00edvel cravar um n\u00famero espec\u00edfico sem um trabalho econom\u00e9trico focado para isso. Mas, a expectativa segue positiva para 2026 para o setor.<\/em><\/p><p><em>Acrescento, numa an\u00e1lise que se coloque o m\u00eas de janeiro de 2019 \u2013 antes da pandemia, portanto \u2013 como base, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o j\u00e1 recuperou aquele momento e est\u00e1 2,4% acima. No entanto, a <a href=\"https:\/\/www.hallnews.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Haroldo_Dados-moveis-base-100.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ind\u00fastria de m\u00f3veis est\u00e1 17,3% abaixo daquele n\u00edvel<\/a>.<br \/><br \/><\/em><\/p><h4><strong>2. O consumidor mudou \u2014 e o modo de morar tamb\u00e9m.<\/strong><\/h4><p>Como essa transforma\u00e7\u00e3o no comportamento das pessoas impacta a produ\u00e7\u00e3o e o posicionamento das empresas em geral? E da moveleira?<\/p><p><em>Sim, o consumidor mudou muito. Todos mudamos, depois da pandemia. Mais especificamente em rela\u00e7\u00e3o ao setor de m\u00f3veis \u00e9 poss\u00edvel frisar, hoje, mais do que antes, o consumidor busca conforto, ergonomia e flexibilidade funcional dos m\u00f3veis, especialmente pensando em pequenos espa\u00e7os, uma tend\u00eancia das grandes cidades que oferecem apartamentos cada vez menores, sobretudo os \u201cest\u00fadios\u201d. Isso exige uma mudan\u00e7a profunda na forma de se comprar m\u00f3veis que sejam adequados e de uso m\u00faltiplo, pensando no <u>home office<\/u>, por exemplo.<\/em><\/p><p><em>Do ponto de vista empresarial, esse cen\u00e1rio exige mais flexibilidade produtiva: maior variedade de modelos, cores e configura\u00e7\u00f5es para um consumidor cada vez mais exigente, atento \u00e0 sustentabilidade e com or\u00e7amento mais restrito. Ao mesmo tempo, vivemos uma mudan\u00e7a estrutural no consumo, com maior valoriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e experi\u00eancias, ao inv\u00e9s da simples aquisi\u00e7\u00e3o de bens, como ocorria nas gera\u00e7\u00f5es passadas.<\/em><\/p><p><em>Nesse sentido, estrat\u00e9gias que ampliem as formas de uso para al\u00e9m da compra como j\u00e1 acontece no setor automotivo j\u00e1 ganham relev\u00e2ncia. Com isso pr\u00e1ticas de sustentabilidade, como reflorestamento, reuso, reciclagem, log\u00edstica reversa e, sobretudo, circularidade, fortalecem a imagem das empresas junto \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o de consumidores. Quando tudo isso vem aliado a estilo e bom design, recurso central da economia circular com o resultado muito melhor.<br \/><br \/><\/em><\/p><h4><strong>3. Falando de mercado global<\/strong>, quais s\u00e3o as oportunidades e desafios para o m\u00f3vel brasileiro competir l\u00e1 fora?<\/h4><p><em>Mesmo diante do tarifa\u00e7o de Trump, o setor continuou exportando, mas ainda n\u00e3o temos os n\u00fameros finais do ano para dizer exatamente o impacto disso. Os EUA s\u00e3o nosso principal mercado comprador, com algo de 35% do total exportado em anos anteriores \u00e0 restri\u00e7\u00e3o imposta. No primeiro trimestre de 2025 o setor havia vendido ao exterior US$ 173 milh\u00f5es em produtos acabados, segundo apuramos. Isso por si s\u00f3 mostra que h\u00e1 espa\u00e7o para vendas de moveis brasileiros para mercados globais, em especial para a Am\u00e9rica Latina. Ali\u00e1s, a li\u00e7\u00e3o que se pode aprender em rela\u00e7\u00e3o ao epis\u00f3dio envolvendo as sobretaxas americanas \u00e9: busquem outros mercados, diversifiquem. \u00c9 uma estrat\u00e9gia complexa, de longo prazo, mas relevante para a perenidade das empresas deste e de outros setores exportadores.<br \/><br \/><\/em><\/p><h4><strong>4. \u00c9 uma quest\u00e3o de custo, identidade ou posicionamento estrat\u00e9gico?<\/strong><\/h4><p>\u00c9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia, pois quem n\u00e3o \u00e9 competitivo para exportar pode n\u00e3o ser competitivo em seu pr\u00f3prio mercado. O segmento de moveis \u00e9 amplo. Claro que n\u00e3o d\u00e1 para ser competitivo em tudo, fundamentalmente quando se opera num pa\u00eds que tem um custo adicional de R$ 1,7 trilh\u00e3o\/ano em compara\u00e7\u00e3o ao que os pa\u00edses da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento Econ\u00f4mico) t\u00eam. Por\u00e9m, seja em moveis de madeiras, estofados, planejados, moldurados ou coorporativos, existem muitas oportunidades, cabe a cada um encontrar a sua.<br \/><br \/><\/p><h4><strong>5. Voc\u00ea costuma abordar em suas an\u00e1lises o impacto das pol\u00edticas econ\u00f4micas sobre a ind\u00fastria. <\/strong>Quais medidas poderiam impulsionar o setor moveleiro, especialmente as pequenas e m\u00e9dias empresas?<\/h4><p>Sem d\u00favidas uma melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito para produ\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o, com ganhos de produtividade. Programas como o Brasil Mais Produtivo podem ajudar muito nesse processo. Aproximar as demandas do setor \u2013 de forma organizada e estruturada \u2013 junto ao Sebrae e mesmo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ApexBrasil, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es recomend\u00e1veis. O custo de capital para os pequenos est\u00e1 por volta de 25% de juros ao ano, algo impratic\u00e1vel e quase imposs\u00edvel de pagar, para qualquer atividade l\u00edcita. Cabe ao empres\u00e1rio deste setor evitar ao m\u00e1ximo trabalhar com capital de terceiros, nesse cen\u00e1rio. Se isso for imposs\u00edvel, que busque pagar as d\u00edvidas mais caras e avaliar outras op\u00e7\u00f5es, como linhas do BNDES, por exemplo. Isso \u00e9 fundamental para impedir que tenhamos uma avalanche de empresas em dificuldades, com pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial e mesmo que isso resulte em demiss\u00f5es. Resumindo, medidas centrais aqui seriam:<\/p><ol><li>Cr\u00e9dito em condi\u00e7\u00f5es adequadas para moderniza\u00e7\u00e3o e, com isso;<\/li><li>Aumentar a produtividade, sobretudos das MPMEs. Na macroeconomia, a redu\u00e7\u00e3o dos juros ajudar\u00e1 no aumento da demanda;<\/li><li>Investir nas plataformas digitais como canais de vendas consistentes e atraentes \u00e9 algo central. Atrair o consumidor pela internet \u00e9 mais barato e eficaz do que ter um grande espa\u00e7o num endere\u00e7o caro, sobretudo quando se \u00e9 uma empresa de menor porte.<\/li><\/ol><h4><strong><br \/>6. Por fim, olhando para o futuro<\/strong>, quais movimentos \u2014 econ\u00f4micos, tecnol\u00f3gicos ou culturais \u2014 devem redesenhar o mercado em geral e moveleiro nos pr\u00f3ximos anos.<\/h4><p><em>As macrotend\u00eancias est\u00e3o dadas:<\/em> <em>fam\u00edlias menores com maior expectativa de vida e idade m\u00e9dia mais elevada, acompanhando a invers\u00e3o da pir\u00e2mide et\u00e1ria brasileira apontada pelo IBGE, passam a viver, cada vez mais, em espa\u00e7os menores. \u00c9 disso que se trata. Claro que sempre haver\u00e1 nichos de mercado com poder aquisitivo mais elevado. Contudo, o volume mais amplo estar\u00e1 neste primeiro grupo. A classe m\u00e9dia tamb\u00e9m est\u00e1 mais seletiva, sobretudo no p\u00f3s-pandemia. Querem qualidade, durabilidade e design, melhor ainda se isso vier garantido com sustentabilidade. Outro aspecto interessante \u00e9 que a tecnologia aliada aos m\u00f3veis tamb\u00e9m \u00e9 apreciada e remunerada pelo consumidor atual. Importante ponto para agrega\u00e7\u00e3o de valor. Um sof\u00e1 resistente a pets, tem mais valor? Creio que sim. <\/em><\/p><p><em>Outro ponto que \u00e9 uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o em curso \u00e9 a Intelig\u00eancia Artificial. Os empres\u00e1rios t\u00eam que adot\u00e1-la como parceira de suas decis\u00f5es e de melhoria de processos e redu\u00e7\u00e3o de custos, inclusive redu\u00e7\u00e3o do custo do trabalho, por meio do aumento da produtividade total dos fatores (capital e trabalho combinados).<\/em><\/p><p><em>Finalmente, queria chamar a aten\u00e7\u00e3o para um assunto transformador que n\u00e3o pode ser negligenciado por ningu\u00e9m: a Reforma Tribut\u00e1ria que entrar\u00e1 em vigor j\u00e1 em 2026, iniciando a fase de transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 2033. Voc\u00ea empres\u00e1rio deve estar muito bem assessorado, sob pena de n\u00e3o conseguir sobreviver a este intervalo. Os pre\u00e7os relativos \u2013 entre o que voc\u00ea compra e o que voc\u00ea vende \u2013 ser\u00e3o duramente modificados. <\/em><\/p><h4><strong>7. No que ficar atento sobre a Reforma Tribut\u00e1ria?<\/strong><\/h4><p><em>Voc\u00ea j\u00e1 sabe quais os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que n\u00e3o podem ser aproveitados por sua empresa agora e que poder\u00e3o ser a partir da reforma? Qual \u00e9 o pre\u00e7o de venda que voc\u00ea aplicar\u00e1 ao seu principal produto que contribui para o resultado do seu neg\u00f3cio? Sua cadeia log\u00edstica est\u00e1 apropriada para esses novos tempos que vir\u00e3o? Se sua empresa est\u00e1 numa unidade da Federa\u00e7\u00e3o que lhe d\u00e1 benef\u00edcio tribut\u00e1rio? \u00a0Com o final desse est\u00edmulo ainda ser\u00e1 uma vantagem manter a f\u00e1brica a\u00ed? Seus fornecedores s\u00e3o do Simples Nacional e passar\u00e3o a ofertar cr\u00e9dito tribut\u00e1rio em qual medida para o seu empreendimento? E voc\u00ea que \u00e9 do Simples, vai continuar como est\u00e1 ou vai optar a aderir o sistema de apura\u00e7\u00e3o detalhada de d\u00e9bito e cr\u00e9dito para a CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os) e o IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os)?<\/em><\/p><p><em>Finalizando, se n\u00e3o soube responder alguma dessas perguntas, \u00e9 hora de come\u00e7ar a preparar-se, se for o caso com ajuda de profissionais qualificados, pois seus concorrentes j\u00e1 est\u00e3o fazendo isso. Em economia, existem eventos que s\u00e3o inesperados, como uma desvaloriza\u00e7\u00e3o ou valoriza\u00e7\u00e3o abrupta da nossa moeda. Mas, outros temas s\u00e3o previs\u00edveis, como \u00e9 o caso da reforma tribut\u00e1ria. Nesse caso, h\u00e1 tempo de agir. Pouco, mas h\u00e1.<\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Haroldo Silva, \u00e9 economista, advogado e presidente do Corecon (Conselho Regional de Economia do Estado de S\u00e3o Paulo-SP) \u00a0Autor do Livro:\u00a0A Ilus\u00e3o Neoliberal da Ind\u00fastria 1. 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