O design assinado chega ao universo dos tapetes trazendo novos formatos, cores inusitadas e técnicas de produção cada vez mais sustentáveis. Na última edição da ABIMAD 41, essa tendência aparecera com força e revelara como a peça ganhou protagonismo Veja alguns dos lançamentos que chamaram a nossa atenção na feira.
Fotos: Reprodução/ Instagram/
Colaborou Lara Muniz
Durante muito tempo, as pessoas mantinham o tapete por muitos anos. Afinal, trata-se de uma peça que costuma carregar memórias, acompanhar fases da vida e marcar momentos importantes dentro da casa.
Hoje, essa relação vem mudando. Com a diversidade de estilos, materiais e propostas no design de interiores, o tapete também passou a acompanhar as transformações do jeito de morar. Ele passou a ser uma escolha mais dinâmica, que pode se renovar junto com o ambiente.
Esta decisão de compra começa a fazer parte da rotina de marcas de tapetes, que estão investindo no nicho do design assinado e conquistando mais clientes. “O design tornou-se um ponto obrigatório no sentido de competitividade, perante a invasão de produtos produzidos em massa por players hiperindustrializados como a China. Hoje um ponto fundamental é a diferenciação e, para isso, temos de passar pelo design estratégico”, avalia o designer Pedro Franco, que acaba de lançar a Coleção Trama com a Tapetes São Carlos. Nela, os modelos são convertidos em uma ferramenta de construção sensorial, ultrapassando a barreira da composição estética. Mesmo as peças de medidas mais convencionais ganham bossa na estampa, com traços livres, que fogem da geometria padrão.
O argumento de venda já chega com o storytelling pronto e uma narrativa com história afetiva, que leva identidade para a casa das pessoas. A brasilidade tem sido um tema recorrente nas fábricas tapeceiras. A assinatura criativa e a espontaneidade dos formatos aparecem também na Coleção Minério, que o designer mineiro Filipe Lima desenvolveu para a Tapecouro. A nova linha chega carregada de sustentabilidade, aproveitam até mesmo os pequenos retalhos da matéria prima, minimizando descartes. “Quando a gente lida com esse tipo de produto, o trabalho é projetar uma superfície plana, uma estampa. Tirar o melhor do material, então, se revela um bom modo de adicionar significado ao design e trazer valor para o resultado”, explica Lima.
Escapar da convenção dos tapetes quadrados ou retangulares, assim como avançar da paleta calma para cores marcantes aos poucos se torna uma solução mais presente e bem recebida tanto por criativos quanto pelo mercado consumidor. Os formatos atrevidos aparecem no trabalho que a designer Taly Cohen desenvolveu para a Tapetes Tapis.
Fizemos uma seleção de modelos vistos na última edição da ABIMAD que reafirmam a tendência.








